Saiu na SuperVarejo: Recuperações judiciais caem 0,8% em 2018


O Brasil encerrou 2018 com 1.408 pedidos de recuperações judiciais, sendo assim, o acumulado de janeiro a dezembro do ano passado se manteve similar ao patamar consolidado de 2017 (1.420), com mínima queda de 0,8%, segundo o Indicador Serasa de Falências e Recuperações. O recuo foi de 24,4% comparado ao recorde histórico de 2016 (1.863) – o maior entre os pedidos de recuperação judicial contabilizados em 2018, as micro e pequenas empresas predominaram com 871 requerimentos. Na sequência, aparecem as médias (327) e as grandes empresas (210).

Na análise do Indicador de dezembro de 2018, os requerimentos de recuperação judicial caíram 5,9% ante novembro do mesmo ano (111 pedidos contra 118). A queda também foi de 5,9% em relação a dezembro/2017 (118). As micro e pequenas empresas continuaram na liderança, com 78 pedidos. As médias responderam por 24 requerimentos e as grandes, por nove.

Falências
Em 2018, 1.459 pedidos de falência foram efetuados em todo o Brasil – 761 requeridos por micro e pequenas empresas, 355 por médias e 343 por grandes. A redução é de 14,6% no comparativo com os 1.708 requerimentos de 2017. O acumulado de janeiro a dezembro do ano passado é o menor já apurado pela série histórica, posição até então ocupada pelo índice de 2014 (1.661), desde que a Nova Lei de Falências (junho/2005) entrou em vigor. Em relação a 2016 (1.852), a queda foi de 21,2%.

Já as falências requeridas em dezembro/2018 (105) recuaram 14,6% em relação a novembro/2018 (123). Já a variação anual apontou alta de 1,9% em dezembro/2018 (105) vs. dezembro/2017 (103). Na análise do último mês do ano passado, as médias empresas (43) e as micro e pequenas (42) empataram na liderança dos pedidos, seguidas pelas grandes (20).

Na avaliação dos economistas da Serasa Experian, a manutenção do índice de pedidos de recuperação judicial em 2018 nos mesmos níveis de 2017, em contraponto à queda observada nas falências requeridas nos últimos 12 meses, demonstra o efeito prolongado da estagnação da atividade econômica no país. O ritmo lento de uma retomada, que ficou bem abaixo das expectativas, impactou o desempenho empresarial, afetando principalmente micro e pequenos empreendedores, o que gerou retração dos negócios e aumento de dificuldades financeiras.


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