Retrospectiva 2017: Em reunião, APAS cobrou o Banco Central sobre a falta de troco nos supermercados

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No dia 14 de dezembro de 2017, a APAS se reuniu com representantes do Banco Central para apresentar os pleitos do setor e, principalmente, cobrar ações mais efetivas para resolver a falta de troco nas lojas, uma vez que traz inúmeros prejuízos à operação. Representada por Roberto Longo, vice-presidente e diretor Jurídico, e Eduardo Ariel, gerente de Serviços aos Supermercados, a entidade ainda questionou o Bacen sobre a concentração dos serviços prestados em três empresas de carros fortes, com aumento muito relevante dos custos, e a cobrança de custódia dos carros fortes/ bancos para os supermercados.

Durante o encontro, que ainda contou com a participação da Asserj e de representantes da Federação Brasileira de Bancos (Febraban); Federação Nacional dos Bancos (Fenaban); dos Bancos do Brasil, Itaú, Bradesco e Caixa Econômica Federal, a APAS destacou que a falta de troco nos supermercados vem acompanhada de muitos prejuízos, que em valores reais, pode chegar a mais de R$ 1 milhão por ano em uma rede de médio porte, somente com arredondamento de valores pela falta de troco aos consumidores.

“Com a falta de troco, os supermercados são obrigados a arredondar os valores, o que causa grande prejuízo. Vou dar um exemplo: em uma rede de médio porte, se cada checkout arredondar R$ 2,00 por dia em troco, o prejuízo pode chegar a R$ 1.300.000,00 no ano. Além disso, o problema traz ao consumidor um novo hábito nada saudável, que consiste na ‘venda’ de moedas por meio de ações promocionais as quais os supermercados são obrigados a fazer para conseguir troco”, explica Roberto Longo.

O vice-presidente da APAS destaca ainda que o Banco Central reconheceu o problema da falta de troco em supermercados e apontou as principais causas.

“Segundo o Bacen, cerca de 35% das moedas estão guardadas nas residências dos brasileiros, sem circular pelo mercado. O segundo problema é a redução de recursos financeiros para a emissão de moedas. A partir de 2014, o orçamento disponível reduziu em mais de 50%. Vale ressaltar que, em média, cada moeda custa R$ 0,40, ou seja, mais do que o valor de face para boa parte delas”.

Mesmo diante desse cenário, o Banco Central não enxerga a possibilidade de conseguir mais verba para a emissão de moedas, o que na visão da APAS é um erro.

“Combinamos de estruturar uma campanha conjunta, ABRAS, Bacen e Febraban, para sensibilizar a população a levar moedas aos estabelecimentos comerciais. E os bancos disponibilizarão o papa moedas para os supermercados, com o objetivo de aumentar a atratividade para que o consumidor leve as moedas”, afirmou Roberto Longo.

Em relação à concentração dos serviços prestados em três empresas de carros fortes, com aumento muito relevante dos custos aos supermercados, a Febraban informou que os bancos também estão sofrendo com a questão. Já o Bacen destacou que não pode interferir no assunto.

A APAS continuará cobrando ações efetivas do Banco Central, a fim de não prejudicar ainda mais a operação dos supermercados.

Entenda o caso

Desde o dia 30 de agosto de 2017, o Banco Central iniciou campanha para despertar na população a importância de se retirar moedas de cofrinhos, gavetas, cinzeiros, por exemplo, e aumentar a oferta do numerário, a fim de facilitar o troco e, principalmente, reduzir o gasto público. A APAS apoiou a campanha veiculada nas mídias sociais, porém, desde então considera que o problema exige ações mais efetivas do Banco Central para a solução, que afeta diretamente a falta de troco nos estabelecimentos.

No dia 15 de novembro do ano passado, em entrevista ao Programa SPTV 2ª Edição, da Rede Globo de Televisão, o superintendente da APAS, Carlos Corrêa, deu uma sugestão.

“Facilitaria que o Banco Central tivesse pontos de trocas de moedas oficiais, para que o comércio fosse lá e fizesse a troca necessária”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


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