Presidente da APAS discute o papel do Brasil no setor mundial de alimentos em evento do LIDE


O presidente da APAS, Ronaldo Santos, e o diretor-geral do Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL), Luis Madi, participaram na sexta, 9 de novembro, do Almoço-Debate sobre “O Brasil no cenário global da cadeia da alimentação”, promovido pelo LIDE – Grupo de Líderes Empresariais, que contou com 311 CEOs, presidentes e demais lideranças corporativas. O secretário estadual de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Francisco Jardim, foi o convidado especial do evento.

Durante o evento, comandado pelo chairman do LIDE, Luiz Fernando Furlan, o secretário Francisco Jardim destacou a importância do uso da tecnologia para avançar no setor. “O momento é de discutir o que queremos para o futuro, com inovação, tecnologia, agricultura 4.0 e conectividade. Mas também é preciso pensar nas políticas públicas para conseguir alcançar bons resultados em 2050”, afirma.

Estimativas da Organização das Nações Unidas (ONU) apontam que, em 2050, a população mundial atingirá os 9,8 bilhões de pessoas. Ronaldo Santos vê o futuro como oportunidade: “para atender a essa demanda, a produção de alimentos terá que aumentar 70%. E há a expectativa de que o Brasil será responsável por até 40% dessa produção”, destaca.

Segundo ele, para conseguir alcançar essa meta, é importante que o estado brasileiro assuma a responsabilidade de investir no setor, em conjunto com membros própria cadeia. “A APAS pode auxiliar a cadeia de abastecimento por meio de seu contato com o consumidor, que cada vez mais deseja produtos saudáveis, de qualidade, mas carece de informação”, explica. O presidente da APAS ainda apresentou a APAS Show, maior feira e congresso de supermercados do mundo, como plataforma propulsora e fator fundamental de protagonismo do Brasil neste sentido.

Luis Madi, diretor-geral do ITAL, assim como o secretário Francisco Jardim, evidencia a importância do investimento no setor. “O Brasil é tido como o celeiro do mundo, mas nós queremos que ele se torne o supermercado. E só daremos um salto se investirmos em pesquisa, desenvolvimento e inovação em benefício do consumidor e da sociedade”, explica.

O especialista acredita no potencial de crescimento do mercado brasileiro. “Nós queremos dar competitividade para a indústria brasileira. E, para isso, assim como outros países, Canadá, Chile, Austrália, Estados Unidos, que tinham perdido espaço para nós no mercado mundial e estão se recuperando, precisamos desenvolver um plano nacional, estratégico, para o setor alimentar, com pesquisa, desenvolvimento, inovação, em benefício do consumidor e da sociedade”, finaliza.

Pesquisa – Ao final do evento, foi apresentada a 134ª edição do Índice LIDE-FGV de Clima Empresarial, realizado com os presentes. O índice, calculado pela FGV em parceria com o LIDE, é uma nota de 0 a 10, resultante de três componentes com o mesmo peso: governo, negócios e empregos.

Em relação ao levantamento anterior, realizado em setembro deste ano, foi registrado otimismo na situação atual dos negócios: 48% acreditam que o cenário em novembro está melhor (eram 30% em setembro); para 10%, o momento atual está pior (ante 20% no último levantamento); e para 42% do empresariado, a situação está igual (em setembro, eram 49%). O Índice LIDE-FGV de Clima Empresarial em novembro também registrou crescimento, com 6 pontos, ante 4,7 em setembro. O cenário político é o tema que mais preocupa o empresariado (84%), seguido do câmbio (5%). O mesmo cenário político é um impeditivo de crescimento das empresas para 44% dos empresários, seguido pela carga tributária (39%) e do nível de procura (13%). Para 40% do empresariado consultado, a educação é a área que o Brasil mais precisa melhorar, pouco à frente da política (27%), infraestrutura (22%), segurança (9%) e saúde (2%).

 Foto: Luis Madi (à esquerda) e Ronaldo Santos (à direita)

Crédito: Fredy Uehara/Uehara Fotografia


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