Leia artigo sobre a substituição dos gases refrigerantes


Já não é novidade que o R22 está em fase de eliminação, conforme acordo de Montreal para Proteção da Camada de Ozônio. Em 2015 o corte de importação elevou o preço do gás em 200%, tendo sofrido redução ao longo de 2016 pela desaceleração da economia. Em 2020 o corte de importação reduzirá a disponibilidade abaixo do necessário, se comparamos com o consumo de hoje. Assim, espera-se que seu custo chegue a níveis inviáveis para manutenção de sistemas com este gás refrigerante, que ainda sofram com vazamentos rotineiros, já em 2020. Portanto, você precisará adotar atenção urgente no controle de vazamentos de fluídos refrigerantes, antes de pensar em trocar o sistema.

Pensando em substitutos ao R22, a família dos HFC (R404A e R134a) aparece na linha sucessória como alternativa tecnicamente mais fácil, pois há pouco impacto na mudança, quanto a mão de obra para operação e manutenção. Eles também perdem em eficiência energética, portanto um bom retrofit deve ser acompanhado de mudanças para redução de consumo de energia.  Todavia, em novembro de 2016, a Emenda de Kigali, ao Protocolo de Montreal, oficializou o que já era discutido a anos – a redução de alternativas que causem Aquecimento Global. Com isso, o Brasil praticamente eliminará o uso destes gases também, entre 2024 e 2045.

Os HFCs precisam, portanto, ser encarados como uma solução transitória, especialmente durante este período em que as demais tecnologias, como HFOs (gases sintéticos) e gases naturais (CO2, metano e propano) encontram-se em pleno desenvolvimento e redução de custos. Mais importante agora, que definir o tipo de gás, priorize projetos que reduzam o volume de gás nos sistemas, sem comprometer a qualidade do frio alimentar e o consumo de energia. E, principalmente, reduza vazamentos, não desperdice o gás. Mesmo o gás contaminado, no caso de queima de compressores, pode ser regenerado e reutilizado nos sistemas. Recolher e regenerar o gás usado é uma alternativa 30% mais barata que a compra do gás novo, economicamente viável e ambientalmente importante.

Thiago Pietrobon, responsável técnico pela Central de Regeneração de Fluídos Refrigerantes da Ecosuporte
www.ecosuporte.com.br


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