Confiança do setor supermercadista volta a subir e chega a 27% em setembro


A Pesquisa de Confiança dos Supermercados do estado de São Paulo (PCS/APAS) apresentou, em setembro, um índice de 27% de otimismo geral com a situação econômica do setor ante os 23,5% de agosto. Aqueles que se dizem neutros são a maioria e representam 48%. Desde maio, pico da crise com a greve dos caminhoneiros, a percepção pessimista dos empresários supermercadistas estava maior que a otimista.

“O que chama atenção na pesquisa de confiança de setembro é a disparidade da percepção atual com a expectativa futura. Enquanto apenas 10% dos empresários esperam aumento nas vendas no curto prazo, no médio e longo prazo há 70% dos supermercadistas esperando aumento nas vendas – valor que era de apenas 46% em agosto. O mesmo ocorre relativo ao aumento do PIB, que saiu de 38% para 60%”, explicou o economista da APAS, Thiago Berka.

Outro ponto que também é importante salientar na pesquisa é a intenção de contratações do setor. Apesar de agosto ter sido o melhor mês em termos de contração em 2018, quase 4 mil vagas, o otimismo para contratações futuras segue em zero.

“Uma possível causa para isto está na expectativa dos empresários do setor na confirmação de um ciclo consistente de crescimento para voltarem a contratar com segurança”, avaliou Berka.

Na avaliação ao governo estadual, os empresários paulistas dobraram o otimismo com o desempenho, indo de 15% em agosto para 30% em setembro. Já o pessimismo caiu de 31% para 20%, deixando aqueles que estão neutros como ampla maioria, marcando 50%.

“A corrida eleitoral pode estar deixando os empresários com a percepção de que pode, no mínimo, manter uma certa estabilidade econômica no estado com os 3 candidatos mais cotados no momento”, finalizou o economista.

Crescimento reportado em agosto

A pesquisa qualitativa foi positiva quando se observa o crescimento para agosto. Nenhum empresário reportou queda nas vendas, com cerca de 20% reportando ou estabilidade ou até 2% de aumento nas vendas. Outros 20% reportaram crescimento de 2% a 4%, e mais 20% aumentaram o faturamento de 4% a 6%.


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