Banco Central mantém juros em 6,5% pela sexta vez consecutiva

Manutenção da taxa Selic: APAS acredita que atitude trava a economia e não contribui para os negócios

O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central decidiu nesta quarta-feira (12) manter a taxa básica de juros (Selic) em 6,5% ao ano. É a sexta reunião seguida em que os juros são mantidos nesse nível. Em março, houve queda de 6,75% para 6,5% ao ano, taxa que foi mantida nas reuniões de maio, junho, agosto, setembro, outubro e nesta.

Com isso, a Selic continua em seu menor nível desde que o Copom foi criado, em 1996, e a poupança segue rendendo menos (leia mais abaixo). A decisão, que foi unânime, foi a última sob o governo Michel Temer (MDB). A próxima reunião sobre juros do BC está prevista para os dias 5 e 6 de fevereiro, quando Jair Bolsonaro (PSL) terá assumido a Presidência da República.

 Aumento de juros pode demorar mais

Em comunicado divulgado após a decisão, o BC indicou que vê um quadro mais confortável para a inflação, o que deve jogar para frente o início de um ciclo de alta dos juros.

O BC melhorou sua projeção para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) em 2018, que agora é de 3,7%, ante 4,4%. Para 2019 e 2020, a estimativa foi a 3,9% e 3,6%, respectivamente, contra 4,2% e 3,7% anteriormente.

“O Copom está vendo cenário muito tranquilo para inflação no ano que vem, não há muito desconforto em deixar (a Selic em) 6,5% por tempo indeterminado e seguir acompanhando evolução do mercado”, avaliou o economista do Santander Luciano Sobral, que prevê uma taxa básica de juros estável ao longo do ano que vem. Leia na íntegra.

Fonte: UOL


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