APAS vê com neutralidade a taxa básica de juros mantida a 6,5%

Cenário político/eleitoral, e controle da inflação após greve dos caminhoneiros em baixa devem manter a Selic inalterada até o final de 2018

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A APAS avalia como neutra a decisão do Comitê de Política Monetária (COPOM) em manter os juros básicos da economia, a taxa Selic, em 6,5% ao ano, a terceira manutenção seguida. A decisão do Banco Central do Brasil sinaliza o comprometimento com sua política de juros baixos mas com cautela relativa à um possível novo cenário inflacionário

Temos o dólar em alta que encarece diversos componentes químicos que envolve produtos nos supermercados e a greve dos caminhoneiros elevou de sobremaneira muitos produtos pontualmente e podem ter alterado através das questões logísticas (custos mais altos) alguns produtos que eram os principais em segurar o índice geral, como as proteínas (frango) e feijão e arroz.

Com um cenário mais nebuloso e buscando manter a inflação em baixa o que beneficia as classes mais pobres e com uma taxa histórica tão baixo, faz sentido a cautela do Banco Central. Como contraponto a demora muito grande da retomada do emprego formal, muito importante  para o setor, é um argumento para a descida maior das taxas de juros, porém até as eleições, é entendível a manutenção.

O valor atual da Selic é sentido de forma ainda tímida nas taxas efetivas aplicadas para o setor relativas aos financiamentos de longo prazo ou de capital de giro, pois na economia real o ritmo de chegada da taxa referência é menor que o esperado.

“Na visão da APAS, as baixas taxas de juros beneficiam o setor supermercadista em pontos importantes, como por exemplo nas lojas que oferecem produtos como eletro e têxtil (hipermercados e grandes supermercados). Nelas, os juros baixos ajudam por melhorarem o crédito e os parcelamentos, o que aumentam as vendas. No que tange à inadimplência, os juros baixos aliviam a população altamente endividada, o que é fundamental para expandir o consumo do varejo alimentar. Finalmente, há impactos positivos na manutenção dos juros para o setor como um todo no que tange ao financiamento da construção e de reforma de lojas, já que há ainda muito espaço nestes investimentos pelas médias e grandes redes, assim como a tendência de abertura de minimercados de proximidade. Tudo isso também contribui ainda mais para a geração de empregos”, explicou Berka.


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