Falta troco na sua loja? A APAS sabe disso e vai ao Banco Central

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Desde o dia 30 de agosto, o Banco Central iniciou campanha para despertar na população a importância de se retirar moedas de cofrinhos, gavetas, cinzeiros, por exemplo, e aumentar a oferta do numerário, a fim de facilitar o troco e, principalmente, reduzir o gasto público. A APAS – Associação Paulista de Supermercados – apoia a campanha veiculada nas mídias sociais, porém, considera que o problema exige ações mais efetivas do Banco Central para a solução, que afeta diretamente a falta de troco nos estabelecimentos.

“Ciente da importância e relevância de um órgão como o Banco Central, a APAS julga importante a campanha veiculada nas redes sociais, porém, acredita que o Banco Central também pode contribuir com outras ações efetivas para sanar o problema”, afirma Pedro Celso Gonçalves, presidente da Associação.

Nesta linha, a APAS, em conjunto com a ABRAS – Associação Brasileira de Supermercados, pediu audiência com o Banco Central visando discutir iniciativas que favoreçam uma solução definitiva. Uma das ações que a APAS cobra do Banco Central é a reposição das moedas que saem de circulação por meio da produção de novas moedas, além de divulgações mais contundentes da campanha, para que estimule o consumidor a colocar em circulação as moedas que estão em seu poder.

Segundo dados do Banco Central, o conjunto das moedas entesouradas representa cerca de 35% do total. Se foram consideradas quase 25 bilhões de moedas de Real, emitidas desde 1994, chega-se ao número estimado de 8,7 bilhões de moedas entesouradas, o que corresponde aproximadamente a R$ 1,4 bilhão.

Os estabelecimentos comerciais têm total interesse na campanha do Banco Central e, neste contexto, a APAS, que representa um setor tão importante para a economia do País, orientou os supermercadistas associados a compartilharem os vídeos da campanha nas respectivas redes sociais, a fim de incentivar a prática por parte dos consumidores.

Contudo, cada vez mais as moedas em circulação vêm diminuindo, e nem mesmo ações individuais das lojas ou dos bancos conseguem abastecer o comércio com a quantidade necessária para a demanda de troco necessária à atividade.

A APAS considera que a criação de campanhas que estimulem o uso de moedas é saudável, mas vê com preocupação os casos onde há uma contrapartida estabelecida, pois apesar desse tipo de ação gerar um primeiro impacto positivo, pode ter um efeito contrário no futuro e inibir ainda mais a utilização das moedas pelos consumidores, estimulando seu entesouramento.

“Vamos seguir na solicitação de medidas ao Banco Central para que a responsabilidade pela solução do problema não fique somente nas mãos do comércio e do consumidor”, enfatiza Roberto Longo, vice-presidente e diretor Jurídico da APAS.



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