APAS na mídia: SPTV Segunda Edição analisa aumento nos preços dos supermercados em 2018


O Índice de Preços dos Supermercados (IPS), calculado pela APAS e pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), foi fonte de informação para notícia do SPTV 2, da TV Globo, exibida na última sexta-feira (02).

“Fatores como a alta do dólar, greve dos caminhoneiros e  os custos de energia elétrica contribuíram para a subida de preços em 2018”, explicou Thiago Berka, economista da APAS.

O dólar influenciou muito em diversos produtos de toda a cadeia. Um exemplo foi o trigo, que é importado e impactou nas massas e farinhas, que fecharam o ano com alta de 9,2%; biscoitos tiveram aumento de 4% e os panificados subiram 5%. Outro exemplo da influência do dólar são nos artigos de limpeza que, devido a conterem componentes químicos importados como matéria-prima, encerraram 2018 com inflação de 4,4%.

Outro fator que causou aumento nos preços foi a greve dos caminhoneiros, responsável pela morte de quase 70 milhões de aves por falta de insumos, o que fez a cadeia de abastamento da categoria ser prejudicada. O frango, que era opção no prato do brasileiro até maio, sofreu forte alta a partir de junho e encerrou o ano com alta de 9,33%.

O mesmo pode-se dizer do leite, ainda que este, além da greve, sofreu influência do dólar e do clima. Cerca de 600 milhões de litros de leite foram perdidos durante a greve. Aliado a isso, os insumos mais caros nos pastos e o clima atrasando a safra fizeram com que o leite subisse para uma inflação de 55% no meio do ano, o que resultou em alta de 8,97% nos preços ao final de 2018.

Os hortifrútis também impactaram no bolso do consumidor em 2018 e apresentaram inflação de 14,11%. Dentre os itens analisados nesta categoria, os legumes foram os recordistas de aumento com 30,5%; os tubérculos cresceram 20,93% e as frutas subiram 10,37%. Na contramão destes números estão os ovos, que fecharam o ano em queda de 3,52%. Com esse cenário ficou difícil para o consumidor não ter a percepção de preços maiores que no ano passado.

No caso dos legumes, o maior vilão do ano foi o tomate, que fechou com inflação recorde de 82%. “Para explicar os preços altos dois fatores foram cruciais: um grande problema na colheita de São Paulo devido às chuvas fortes e pouco espaçadas que atrasaram a maturação, além de pragas”, avaliou Berka.

Para conferir o vídeo clique AQUI.


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