Agosto indica aumento do nível de confiança nos supermercados

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A Pesquisa de Confiança dos Supermercados do estado de São Paulo (PCS/APAS) apresentou, em agosto, um índice de 23,5% de otimismo geral com a situação econômica do setor ante os 16% apresentados em julho.

Além disso, a confiança futura saiu de 18%, em julho, para 33% em agosto, o que demonstra que os empresários começam a deixar para trás o desastre econômico da greve dos caminhoneiros e acreditam em uma estabilidade do mercado até as eleições em outubro.

Um ponto que chamou bastante atenção na pesquisa foi o otimismo com as vendas futuras, que saiu de 0%, em julho, para 46% em agosto. Esse resultado reflete o crescimento na confiança na evolução do PIB, que aumentou de 18% para 38%.

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“Com o resultado das vendas de junho, obtendo 0,92% de aumento quando se esperava uma queda maior devido à paralisação dos caminhoneiros, e com a regularização das entregas, os empresários agora tendem a olhar para a frente novamente. As campanhas eleitorais iniciaram para valer, então começa-se a vislumbrar uma definição da situação do Brasil sobre qual será a tônica do país daqui em diante”, comentou Thiago Berka, economista da APAS.

A intenção de contratar do setor demonstra que 85% dos supermercadistas devem manter seu quadro de funcionários, não vão nem demitir e nem contratar. Já 15% dos empresários estão mais otimistas com o futuro e acenam com expectativa de contratação. “Esses números são o reflexo de todos os setores que não enxergam motivo para ampliação de vendas ou de suas operações com este cenário recessivo”, explicou Berka.

Crescimento reportado em julho

A pesquisa qualitativa demonstra uma situação de divisão nos resultados. Cerca de 38% dos empresários do setor supermercadista paulista observaram crescimento de 2% a 4%; por outro lado, 23% dos empresários apontaram que tiveram quedas nas vendas.

“Nota-se cada vez mais no setor supermercadista que a divisão entre ganhadores e perdedores é nítida, ou seja, há empresas indo bem e outras indo mal. Essa divisão varia muito da localização da loja, a concorrência que enfrentam, o poder de negociação com fornecedores, entre outros fatores”, avaliou o economista.

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